Se a vida é como um fogaréu
Que se reparte e se consome,
Os bons momentos vividos
São labaredas perseverantes e incólumes.
Os erros são chamas arredias e disformes.
As cinzas, todo momento vazio, vão,
Cujo calor acabou e a luz se esvaiu.
São fogo fátuo, os falsos amores e a paixão,
Que ressuscitam, vez ou outra, num breve clarão.
O amor é a chama sagrada que emergiu,
Alimentada, centrada, resguardada:
Núcleo que à incandescência induz.
Mas o fulgurante tapete de luz,
Remanescente do amor,que o conduz,
Por onde se desce a trilha,
Que alimenta todas as chamas,
São as dores aprendidas:
Esculpem teu nome nas brasas,
Em altas labaredas reacendidas,
A cada instante em que desafias,
Vitorioso, as cruas mazelas da vida.
argentino!
2 horas atrás

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